segunda-feira, 15 de junho de 2020

Aula programada – 13 de abril


                 PNEU FURADO

 

 

 

 O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.

 Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo

 "Pode deixar". Ele trocaria o pneu.

 ─ Você tem macaco?  ─ perguntou o homem.

 ─ Não  ─ respondeu a moça.

 ─ Tudo bem, eu tenho  ─ disse o homem  ─ Você tem estepe?

 ─ Não  ─ disse a moça.

  ─ Vamos usar o meu  ─ disse o homem.

 E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.

 Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.

 Dali a pouco chegou o dono do carro.

 ─ Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.

 ─ É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.

  ─ Coisa estranha.

 ─ É uma compulsão. Sei lá.

(Luís Fernando Veríssimo. Livro: Pai não entende nada. L&PM, 1991).

 

INTERPRETAR O TEXTO

1)   Na sua opinião, porque o homem se ofereceu para trocar o pneu do carro?

2)   Por que o homem que trocou o pneu, ficou de boca aberta, vendo a moça pegar o ônibus?

3)   Quando o dono do carro chegou e agradeceu pelo pneu trocado, o homem que trocou o pneu disse: “ Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar. Por que será que ele disse isso?

4)   Quem disse a frase: É uma compulsão. Sei lá?

5)   Você, pararia seu carro para ajudar alguém na estrada, sem conhecer esse alguém? Por quê?

 


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