segunda-feira, 6 de julho de 2020

Aula História 8 ano 06-07-2020

AULA DE HISTÓRIA REFERENTE AO DIA 06/07/2020

ORIENTAÇÕES: Copiar os textos no caderno (podem imprimir) e realizar as atividades no classroom. Bjinhos e boa semana!!


O ABSOLUTISMO ILUSTRADO

Alguns monarcas do século XVII, inspirados pela Ilustração, instituíram reformas na educação e no comércio, e combateram o poder do clero. Alguns Estados europeus como Prússia, Áustria, Rússia, Suécia, Polônia, Espanha e Portugal iniciaram reformas com o objetivo de adequar suas estruturas econômicas, a fim de alcançar o grau de desenvolvimento da Inglaterra e da França. Procuraram modernizar seus Estados, sem abandonar o poder absoluto.

DESPOTISMO ESCLARECIDO

Essa tentativa de reformar o Estado absolutista por meio dos ideais ilustrados ficou conhecida como despotismo esclarecido ou absolutismo ilustrado.

No absolutismo ilustrado, a principal mudança é a redefinição do poder do monarca. O Estado existiria não somente para atender aos interesses do rei, mas também para atender às necessidades e interesses dos súditos. Na verdade, não se contestava a monarquia absoluta em si mesmo, mas se almeja apenas que a monarquia fosse inovadora, racional, dirigida por um príncipe esclarecido. 

No plano econômico, os monarcas tentaram associar o mercantilismo ao fisiocratismo, promovendo e modernizando a agricultura. No plano social, a monarquia ilustrada abolia a influência e o controle da Igreja. No plano político, os monarcas procuraram realizar reformas no Estado por meio de uma administração eficiente e do fortalecimento do aparelho burocrático. 

Monarcas esclarecidos e filósofos estabeleceram relações que incluíam trocas de favores, bem como um grande entusiasmo pelas ciências. 

Prússia, Rússia e Áustria

Frederico II, o Grande, iniciou uma política de tolerância religiosa, que atraiu protestantes franceses e intelectuais, como Voltaire. Estimulou o ensino básico, tornando a instrução primária obrigatória para todos. Atitude que deu a Berlim, que fazia parte da Prússia, a reputação de centro de cultura ilustrada. No entanto, por trás dessa aparência iluminada, escondia-se a escuridão do militarismo prussiano e a realidade da servidão dos camponeses.

Catarina II da Rússia atraiu para sua corte muitos filósofos franceses, no entanto, mais uma vez, a iniciativa tinha somente uma aparência ilustrada, pois muito do que prometera não foi posto em prática. A czarina da Rússia promoveu a liberdade religiosa e desenvolveu a educação das classes sociais mais altas.

No entanto, elevou os impostos para os camponeses e manteve a servidão. As ideias ilustradas, portanto, ficaram restritas às elites.

José II, imperador da Áustria e do Sacro Império Romano-Germânico, é considerado o maior exemplo de déspota esclarecido, pois foi o único monarca que realmente pôs em prática as ideias dos filósofos ilustrados.

Ele aboliu a servidão; concedeu liberdade religiosa; promoveu a igualdade a todos perante a lei; estimulou o desenvolvimento da agricultura e das manufaturas; taxou as propriedades da nobreza e do clero; desenvolveu a educação. Ideais propriamente ilustradas. Mas sua tentativa de tornar o idioma alemão oficial provocou a resistência dos tchecos, húngaros, belgas e italianos.

Espanha e Portugal

Carlos III foi reconhecido graças ao apoio dado a ministros identificados com as ideias ilustradas. Seu ministro, conde de Aranda, era arqui-inimigo dos jesuítas e grande defensor da tolerância religiosa.

Entretanto, as reformas da monarquia espanhola consistiram em medidas no plano econômico, com maior atenção para a agricultura. As reformas não atingiram a nobreza e não afetaram de maneira significativa o clero.

Portugal permaneceu até meados do século XVIII como um dos último redutos das doutrinas católicas. Lá, as ideias ilustradas eram tratadas como perigosas heresias.

A Igreja continua ditando regras e valores. Portugal foi, por isso, associado a uma imagem de atraso e decrepitude.

O governo lusitano implementou um conjunto de reformas que visavam modernizar o Império. Tais reformas foram implementadas pelo marquês de Pombal, ministro de Dom José I.



AS LUZES E A ESCRAVIDÃO

A Ilustração marcou uma época na defesa dos direitos dos seres humanos. Entretanto as justificativas tradicionais da escravidão sobreviveram às críticas dos intelectuais ilustrados. Devemos nos lembrar de que o tráfico de africanos e a plantation das Índias Ocidentais desfrutavam seus anos dourados no século XVIII.

Mesmos os filósofos que lançaram luz na maior parte das injustiças, curiosamente, deixadas a escravidão africana na escuridão. Para Voltaire a servidão humana era tão antiga quanto a guerra e a guerra tão antiga quanto a natureza humana.

Até mesmo aqueles que concordavam com a instituição era, teoricamente, errada tinham a tendência a concluir que era um mal necessário. Seja pela necessidade de desenvolver as colônias, seja porque acreditavam que os africanos viviam em condições piores na África. Montesquieu acreditava que a escravidão não tinha função útil na Europa, onde havia incentivos para o trabalho. Mas era justificada nos países tropicais onde o calor tornava o homem preguiçoso.

A França enviaria, nos escuros porões de seus navios, milhões de africanos para as colônias até a proibição definitiva do tráfico em 1831. 


Atividade
Utilizando as palavras (conhecimento; fenômenos naturais; razão; religião; fé) explique a importância do racionalismo para o pensamento ilustrado.

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