AULA DE HISTÓRIA REFERENTE AO DIA 15/04/2020
ORIENTAÇÕES: Podem copiar ou imprimir o texto e as atividades, mas
terá que ter este conteúdo no caderno.!!! Bjinhos e boa semana!
AS
REVOLUÇÕES INGLESAS
·
O Parlamento e o Absolutismo
O
fortalecimento do poder real durante os reinados de Henrique VIII (1509-1547) e
Elizabeth (1558-1603) manteve os compromissos assumidos com o Parlamento. As
relações políticas entre os parlamentares e a Coroa continuaram estreitas.
Quando
o Henrique VIII utilizou a questão do seu divórcio como justificativa para o
rompimento com o papa, contou com o apoio do Parlamento. A maior parte de seus
representantes aceitou a argumentação do monarca de que o papa era o chefe de
um Estado estrangeiro que procurava interferir nos assuntos internos do reino
inglês. Em 1534, o Parlamento aprovava o Ato
de Supremacia, que declarava o monarca o chefe da Igreja inglesa. Nascia
assim a Igreja Anglicana.
Além
do Parlamento, eram características do absolutismo inglês a ausência de um
Exército permanente e a existência de uma poderosa Marinha de guerra. Para
constituir exércitos, a monarquia dependia da contratação de tropas
mercenárias.
·
Os Cercamentos
A
paisagem era desoladora. Carneiros ferozes devastavam os campos. As cabanas
eram destruídas. Aldeias desapareciam. Igrejas viravam estábulos. Desesperados,
bandos humanos arrastavam-se pelas estradas. Mendigavam. Roubavam. Disputavam
violentamente um pedaço de pão. Só paravam quando as autoridades colocavam-nos
nas superlotadas prisões. Sumiram um pouco das vistas.
Essa
era a situação da Inglaterra no início do século XVI de acordo com a descrição
de Thomas Morus, em uma das obras mais importantes da cultura Ocidental: Utopia.
·
Terra como mercadoria
De
fato, os campos de diversas regiões eram tomadas pela criação de carneiros. No
lugar dos muitos braços para o cultivo da terra, poucos pastores podiam cuidar
de enormes rebanhos. Grande parte dos antigos senhorios medievais
modificara sua paisagem. A extensão dos campos de cultivo havia diminuído.
Também diminuíra muito o número de trabalhadores. Não havia mais terras
comunais. Muitas cercas haviam se levantado. A terra transformava-se, cada vez
mais, em uma mercadoria.
As alterações
socioeconômicas do final da Idade Média aceleraram-se com a Reforma Anglicana.
Senhorios, igrejas e terras da Igreja Católica inglesa passaram ao controle da
monarquia e ao patrimônio do Estado. Boa
parte dessas terras foi vendida para obter recursos para a montagem de forças
militares e navios que pudessem trazer riquezas de outros continente.
A
criação de carneiros permitia o crescimento da produção de lã, matéria-prima
necessária para as atividades têxteis que se desenvolviam rapidamente, ao final
do século XV, em Flandres (Países Baixos) e em cidades ao sul da Inglaterra. O
vestuário tornava-se um ramo em expansão com o desenvolvimento da vida urbana,
com as viagens marítimas e o estabelecimento de colônias em outros continentes.
Os
antigos campos de cultivos abertos e as terras comuns, que favoreciam o
trabalho coletivo, cediam lugar à apropriação individual. Uma nova paisagem se
delineava no campo. Cercas demarcavam os limites dos latifúndios, as grandes propriedades.
Demarcavam também a área de pequeno sítios, pequenas extensões de terras que
alguns camponeses haviam conseguido manter sob sua propriedade. O cercamento das terras (enclosures), como tais mudanças foram
denominadas, constituiu-se em um dos aspectos mais importantes do longo
processo de transição do feudalismo para o capitalismo.
Atividades:
01)
Pesquisar
sobre "Utopia" obra de Thomas Morus. Faça um pequeno resumo das
características do livro.
02)
Pesquisar
sobre a Igreja Anglicana: como surgiu, quais seus dogmas, quais países em que
está presente.
03)
Indique
três características da Inglaterra no início do século XVI, de acordo com a
descrição de Thomas Morus em sua obra Utopia.
04)
Explique
como a terra passou a ser uma mercadoria nos séculos XV e XVI na Inglaterra.
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