AULA DE HISTÓRIA REFERENTE AO DIA 13/07/2020
ORIENTAÇÕES: Copiar os textos no caderno (podem imprimir) e realizar as atividades no caderno e no classroom (elas estarão disponíveis na parte de atividades). Bjinhos e boa semana!!
NATUREZA E CULTURA: SUA RELAÇÃO COM OS HOMINÍDEOS
As técnicas desenvolvidas pelos hominídeos, com a utilização de pedras lascadas como instrumentos, a elaboração de ferramentas, armas e enfeites e o sepultamento dos mortos, revelam o desenvolvimento da cultura humana.
Aos poucos, os hominídeos foram se diferenciando dos outros animais pela produção de cultura. Foram se distanciando do estado de natureza para se tornarem produtores de objetos, técnicas, conhecimentos, crenças e regras.
A VIDA DOS PRIMEIROS SERES HUMANOS
Os primeiros seres humanos viviam em pequenos grupos de vinte e trinta pessoas. Eram nômades, ou seja, não se fixavam permanentemente em uma região. Viviam da coleta de alimentos e da caça de animais. Quando os alimentos do local em que estavam acabavam ou os animais se afastavam, os grupos humanos abandonavam as cavernas ou os abrigos feitos de galhos e ramos e buscavam novos lugares para se instalar.
O desenvolvimento de lanças e arcos com flechas facilitou a caça de animais. Com essas armas era possível atingir seus alvos a grande distância.
Em geral, os homens saíam em busca da caça e da pesca enquanto as mulheres, que cuidavam dos filhos, permaneciam nos acampamentos. Coletavam alimentos e protegiam as crianças e os mais velhos de ataques de animais e de outros bandos humanos.
A domesticação do fogo
De todos os conhecimentos e utensílios desenvolvidos pelos nossos antepassados, o controle do fogo representou o primeiro grande avanço tecnológico.
A produção e a preservação do fogo alteraram a vida das comunidades que conseguiram desenvolver essas técnicas.
Inicialmente, o fogo produzido por queimadas naturais ou pela descarga de um raio era mantido em pequenas fogueiras permanentes. Posteriormente, há cerca de 500 mil anos, desenvolveram-se técnicas para produzir o fogo. Esfregavam-se pedaços de madeira ou então se construíam pequenas engrenagens de madeira em forma de broca que, pelo atrito, também produziam o fogo.
Aquecidos pelas fogueiras, os grupos de hominídeos podiam suportar melhor as noites frias e, com isso, deslocar-se e adaptar-se a outras regiões, de temperaturas mais baixas que as do continente africano.
Graças ao fogo, as cavernas e os acampamentos ficavam aquecidos. Com isso, nossos antepassados podiam cozinhar alimentos, proteger-se do frio, defender-se de grupos rivais, utilizando o fogo como arma, e desenvolver a fundição de metais.
Arte rupestre: técnica, comunicação, diversão e arte
Uma das primeiras formas que o ser humano encontrou para se comunicar e registrar sua vida cotidiana e suas emoções foi a pintura. Por meio dessas imagens, ele pôde ilustrar seus sonhos, seu trabalho, sua família, a natureza, os acontecimentos importantes do grupo a que pertencia.
As pinturas e os desenhos feitos em paredes de cavernas e rochas pelo Homo sapiens sapiens, a partir de 40 mil anos atrás, são chamadas de arte rupestre.
Nossos antepassados representavam animais, cenas de caçadas, rituais e até mesmo cenas da vida familiar. Utilizavam, geralmente, os dedos como pincel.
A tinta era composta de ferro ( vermelho, castanho e amarelo), carvão e osso queimados (preto). Para ajudar na liga desses elementos, utilizavam gordura e sangue de animais.
A ARQUEOLOGIA E OS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS
Muitos dos conhecimentos que temos sobre os povos que viveram há milhões de anos deve-se à arqueologia. Ela dedica-se ao estudo das sociedades antigas utilizando a cultura material deixada pelos grupos humanos. Ou seja: restos de esqueletos humanos, restos de fogueiras, ferramentas, armas, partes de antigas habitações e todo tipo de objeto encontrado.
Em geral, esse material encontra-se em lugares cobertos por camadas de terra, lava vulcânica, rochas ou submersos em rios, lagos e mares. Esses lugares são denominados sítios arqueológicos. O material é chamado de vestígios arqueológicos, porque são pistas para a compreensão desse passado distante.
Um sítio arqueológico pode ser comparado a uma torta com diferentes recheios, porque o solo é composto de diversas camadas. Em uma escavação, cada uma dessas camadas contém uma espécie de recheio descoberto.
Geralmente, a datação de um objeto é feita dependendo da camada em que ele se encontra. Ou seja, os achados que estão na superfície do buraco são mais recentes, já os objetos em camadas mais profundas são, em geral, mais antigos.
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