AULA DE HISTÓRIA REFERENTE AO DIA /07/2020
ORIENTAÇÕES: Copiar os textos no caderno (podem imprimir) e realizar as atividades no caderno e no classroom (elas estarão disponíveis na parte de atividades). Bjinhos e boa semana!!
A INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS
A América Inglesa
No século XVII, a América inglesa era formada por treze núcleos coloniais, com características econômicas, culturais e religiosas diferentes. Ao Norte, de Massachusse a Delaware, a economia baseava-se em pequenas e médias propriedades agrícola familiares. O trabalho familiar era complementado pelo de trabalhadores assalariados ou de servos temporários. Estes últimos eram pessoas que tinham as despesas da viagem custeadas pelo proprietários de terra. Em troca, deveriam prestar serviços a seus patrões por alguns anos. Havia também pessoas que, sentenciadas à morte na Inglaterra, trocavam sua pena pelo trabalho servil na América.
O clima dessas colônias era bastante semelhante ao da metrópole, não havia metais nobres, matérias-primas ou gêneros tropicais para enviar para a Europa. Assim, a economia das colônias do Norte baseou-se na produção agrícola de gêneros de subsistência, na pesca, na indústria madeireira, no comércio de peles e no desenvolvimento artesanal. Tais atividades estiveram voltadas para o mercado interno colonial. Por todas essas razões, essas colônias passaram a ser designadas como Nova Inglaterra.
No Sul, as colônias da Virgínia, Maryland, Carolina do Norte e do Sul e Geórgia caracterizaram-se pela empresa colonial destinada ao mercado externo. Constituídas também por refugiados políticos e religiosos da metrópole, tais colônias produziam tabaco, anil, arroz e algodão em grandes propriedades (latifúndios). Além de servos temporários, também foram utilizados escravizados nessas propriedades. Primeiro indígenas. Depois, negros africanos escravizados.
Autonomia política
Ao contrário de Portugal e Espanha, o governo inglês não desempenhou um papel fundamental na fundação dos núcleos colonizadores. Apenas autorizava indivíduos e grupos que desejassem explorar as terras americanas e tolerava a fuga de perseguidos. A América era o lugar para onde podiam ser mandado os indesejáveis, os sentenciados, os desempregados e os miseráveis. Além disso, desde o início, a Coroa inglesa concedia autonomia política aos fundadores de colônias no Novo Mundo e permitia a prática de diversas crenças e cultos religiosos.
Como na Europa as perseguições eram frequentes, a América acabou por tornar-se a região que abrigava grupos de religiões diferentes. Vinham atraídos pela possibilidade de se tornarem proprietários de terras e pela promessa de tolerância religiosa. Vinham por terra e liberdade.
Dispondo de grande autonomia política e econômica, as colônias inglesas estabeleceram-se atividades econômicas que escapavam ao controle da Inglaterra. Cada uma das treze colônias possuía uma assembleia composta de representantes eleitos pela população local e subordinada a um governador nomeado pela Coroa Inglesa.
Comércio Triangular
Desde o século XVII, desenvolvera-se um próspero comércio triangular nas colônias estadunidenses. No Norte, produziam-se embarcações que se dirigiam às Antilhas (sobretudo Barbados e Jamaica) para comprar cana-de-açúcar e melado para produção de rum. Com o rum obtinham-se escravizados na África. E os escravizados eram eram vendidos nas Antilhas e nas colônias do Sul.
Outro circuito do comércio triangular envolvia a Inglaterra, para onde era levado o açúcar das Antilhas e de onde eram trazidos produtos manufaturados que eram revendidos nas colônias do Sul e nas Antilhas.
As atividades comerciais das colônias do Norte deram lucros aos colonos que investiaram em pequenas oficinas de carroças, móveis, sapatos e ferramentas. Vendiam seus produtos para as colônias do Sul e para outras ilhas inglesas no Caribe.
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